terça-feira, 30 de novembro de 2010

As coisas de todo dia.

Hoje estava dando uma geral nos blogs que costumo ler (uma boa parte deles está ali no blogroll). E foi curioso porque um post no House of Vines veio em uma direção muito próxima de um pensamento que eu estava tendo.

Durante a primavera, eu fixei uma série de práticas semanais em honra a Dionísio. Este ano, eu me senti um pouco desanimada em cumpri-las, porque estou fisicamente mais solitária (sejamos realistas, em um aspecto não físico não dá para dizer que estou sozinha, com a Alex, o Jota, o Tinho, o Thi...). Me bateu um sentimento de "mas porque estou fazendo tudo isso?".


E então, como um raio de sol no meio das nuvens, eu percebi que não importa o que eu esteja vivendo, eu faço isso por Ele, faço porque carrego o tirso. Faço porque isso me leva a Ele.

Prática cotidiana. Minha religião não é pautada pelas coisas complicadas feitas de vez em quando, mas pela constância das práticas, muitas vezes simples. Pela constância é que se constroem os relacionamentos, sejam entre pessoas, entre espíritos, entre devoto e deus.


Desenvolver uma rotina de culto pode não ser a coisa mais simples, mas é muito bom. Não precisa ser nada obscenamente complexo, mas algo que você possa praticar de forma realista, que não vá falhar, que seja feito com constância e atenção.


Não precisa necessariamente ser algo feito com hora marcada e um tremendo planejamento. Pode ser um incenso e uma vela, um beijo jogado na direção do altar quando passa diante dele e uma prece silenciosa no batente da porta.

Existem momentos em que vivemos nossos deuses com intensidade, com insights, coração descompassado e aquela chama que parece que vai nos quebrar e queimar. Mas isso é só um pedaço do caminho.

E não, eu não falo isso apenas para os outros. Mas como um lembrete também para mim mesma, que as vezes visto a pantufa de jaca, que as vezes me sinto desanimada, e que as vezes me questiono se estou fazendo as coisas certas.

2 comentários:

Espartana disse...

Eu tinha sentido algo assim mesmo de ti, só não sabia como abordar numa conversa sem parecer estar me intrometendo, mesmo quando a intenção é a melhor possível, de carinho e de cuidado.
(E essa foi uma entre tantas outras coisas que também penso que deveria conversar com você mas acabo desanimando por conta de precisar de encontrinhos virtuais na Internet pra fazer isso...)

<3 Chuac!

Jota Olliveira disse...

Coração,
Estamos com você em espírito e sentimento sempre. Por hora ainda tá difícil da gente se juntar mais pra fazer as coisas juntos. Mas mais importante que isso é que cultuamos os nossos deuses com coração. Não precisamos de uma orgia insandecida e rasgação de animais para ficar perto dos deuses e de nós mesmo.

Dio é seu deus, sua íntimidade, só você pode saber como lidar com Ele. Apesar de adorá-lo meu deus é Zeus e sei quando ele não tá muito feliz e quando ele dá aquele sorrisinho de canto em aprovação.

Sinta mais, pense menos. Falo isso pq EU sou assim, técnico d+! Aproveite o sensorial, o sinestésico que Ele te proporciona e nada com a maré!

E quando apertar e precisar MUITO de alguém junto, avisa que a gente tenta fazer junto ;)

S2

 

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