sexta-feira, 26 de junho de 2015

26 de junho - em memória de Juliano


"Que todas as pessoas vivam em harmonia ... Os homens devem ser ensinados e conquistados pela razão, não por golpes, insultos e castigos corporais."

Essas palavras são do Imperador Juliano. Que seus detratores chamaram "o apóstata" quando ele era de fato, o mais piedoso.

Hoje relembramos a morte dele. Por uma lâmina que era provavelmente romana, por ter sido ele o defensor da liberdade religiosa. Por ter sido ele o homem sábio que estava disposto a dar liberdade de culto mas que combateu as vantagens estatais dadas aos cristãos. Juliano que permitiu que os judeus pudessem demonstrar sua fé livremente, coisa que os cristãos não permitiam. Que considerava que os caminhos antigos deveriam ter seu espaço de direito. Que exigiu que o pensamento racional estivesse no comando e não a vontade de quem queria impor sua forma de pensar.

Juliano, que instava as pessoas a buscarem sua própria verdade. Juliano, o neo platônico que não exigia de ninguém que pensasse como ele: mas exigia que ninguém interferisse na forma como outros fossem expressar sua fé.

Hoje, diante de um estado de totalitarismo religioso cada vez mais pesado, diante dos desmandos, do assassinato e da perseguição que mais uma vez os "galileus" como ele diria, demandam quando chegam ao poder, hoje mais do que nunca eu ergo a sua bandeira.

Hoje, mais do nunca, eu ergo minha chama na direção do por do sol e relembro o imperador asceta, o general filósofo. O por do sol que assistiu a chama de Juliano se apagar.

Seus soldados esperam por você.

Esperamos por um tempo onde seu ideal de liberdade e tolerância religiosa não seja algo que os galileus estejam tão dispostos a destruir.

Que o Sol Invicto se erga sobre um mundo onde a bandeira de Juliano tremule trazendo tolerância.

Termino com mais uma citação de Juliano:

 "Enquanto for escravo das opiniões da maiora, você ainda não terá se aproximado da liberdade ou provado seu néctar... Mas eu não quero dizer com isso que devemos agir de forma vergonhosa diante de todos os homen, e para fazer o que não devemos; mas que tudo o que fizermos ou nos abstermos, não vamos fazer ou deixar de fazer apenas porque a multidão de alguma forma considera  honroso ou certo, mas porque é proibido pela razão e pelo divino dentro de nós."

3 comentários:

Jeison De Souza disse...

Totalmente excelente!

Jeison De Souza disse...

Poste mais!

Fábio Alves disse...

Que bacana encontrar essa homenagem aqui!

Você me abriu os olhos para o quanto o Imperador Juliano foi (e é) importantíssimo para o Helenismo e para a liberdade (religiosa ou não) em geral.

Os helênicos deveriam SIM homenageá-lo, nem que saiba com libações homo herói e estudos sobre ele no aniversário de sua morte.

É uma pena que eu só descobri isso agora, ainda que eu o admirasse há algum tempo.

O Brasil e o mundo necessitam de Juliano mais do que nunca!

 

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